quarta-feira, 28 de maio de 2014

Nova vacina para o vírus de Ébola funciona em chimpanzés

Unidade 3 - Imunidade e controlo de doenças

Concebida para humanos, vacina revelou-se eficaz em chimpanzés. Cientistas receiam que fim de centros nos EUA onde se fazem testes biomédicos em chimpanzés impossibilite vacinas para estes animais.


Um artigo científico de 2006 na revista da Science mostra a dimensão de um problema pouco conhecido na conservação dos grandes símios: “Surto de Ébola matou 5000 gorilas.” Há muitas doenças que saltam entre espécies. As novas doenças que aparecem nos humanos podem provir das aves, dos porcos ou dos morcegos. Mas o inverso também acontece. Os humanos são um reservatório de doenças que podem saltar para outros animais e contribuir para a extinção dos chimpanzés ou gorilas, como é o caso do vírus do Ébola. Agora, uma equipa de cientistas demonstrou a eficácia de uma vacina contra este vírus nos chimpanzés.
 
A vacina foi desenvolvida primeiro para humanos, mas não obteve autorização para ser testada em pessoas. E foi aproveitada por uma equipa de cientistas liderados por Peter Walsh, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que a testou com sucesso em seis chimpanzés. Os resultados foram publicados nesta segunda-feira na revista Proceedings of the National Academy of Sciences dos Estados Unidos (PNAS). A equipa defende ainda a necessidade de manter centros de investigação com chimpanzés para se desenvolverem vacinas que protejam os animais de outras doenças.


Virus da herpes é removido pela primeira vez da corrente sanguínea

Unidade 3 - imunidade e controlo de doenças
Herpes é o nome de um conjunto de vírus de DNA altamente contagioso e que pode causar inúmeras infeções durante a vida de uma pessoa. Ainda que o vírus não possa ser completamente curado, existem diversos tratamentos anti-virais que colocam o vírus em estado dormente. Contudo, pela primeira vez, foiremovido da corrente sanguínea o vírus da herpes.
Um dos tipos mais comuns do vírus do herpes é o citomegalovírus (CMV), que se estima estar presente em 65% da população mundial. Ainda que este vírus não mate, reduz a expetativa de vida em 3,7 anos e pode mesmo causar cegueira.
Em fase dormente, este vírus expressa vários genes, como o UL138. De modo a perceber o que este gene fazia, investigadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, cultivaram-no com células humanas saudáveis na presença de aminoácidos.  
Com o estudo, os cientistas perceberam que o citomegalovírus diminuía a produção de uma proteína conhecida como MRP1, que bombeia elementos químicos para fora das células. Um desses elementos é a vincristina, uma substância utilizada no tratamento da leucemia e do cancro do pulmão e da pele.
A equipa utilizou então a vincristina para tratar o citomegalovírus. O que aconteceu? O vírus diminui em grande escala, chegando mesmo a desaparecer da corrente sanguínea de alguns pacientes.
Infelizmente, a vincristina tem efeitos secundários graves e, por isso, não deve vir a ser utilizada para acabar com esta estirpe da herpes.

Sitiografia: http://querosaber.sapo.pt/ciencia/virus-da-herpes-e-removido-pela-primeira-vez-da-corrente-sanguinea

Vírus gigante regressa ao ativo em forma de “zombie”

Unidade 3 - imunidade e controlo de doenças

Gigante em tamanho, zombie por estar adormecido há quase 30 mil anos. Congelado no norte da Rússia há mais de 30 mil anos, este é o maior vírus alguma vez descoberto.
Agora “descongelado”, depois de um salto milenar no tempo, o vírus ainda está ativo. Os cientistas chamam a este vírus zombie de Pithovirus sibericum.
A bióloga Eugene Koonin, do National Center for Biotechnology Information em Bethesda, Estados Unidos, refere que este vírus “é algo diferente dos vírus gigantes que já conhecemos”.
Apesar de a palavra “vírus” causar pânico devido à relação que se faz com algumas doenças perigosas, este gigante é quase inofensivo aos humanos, afetando apenas outros seres unicelulares conhecidos como amoebas.
O mega-vírus, descoberto pelos biólogos Jean-Michel Claverie e Chantal Abergel, da Universidade Aix-Marseille, em França, é 15 vezes maior que o vírus da SIDA.
Segundo diz o site Student Science, a descoberta do Pithovirus Sibericum foi quase acidental enquanto os dois biólogos estudavam um solo pergelissolo com amoebas. Quando estes seres uniceluares morreram, Claverie e Abergel foram à procura da causa e, assim, encontraram o mega-vírus.
Com esta descoberta, os cientistas não fazem ideia do tamanho que os vírus podem alcançar e estão empolgados pela possibilidade de encontrar algo maior “amanhã”.
Vírus gigante regressa ao ativo em forma de “zombie”

Sitiografia :http://querosaber.sapo.pt/ciencia/virus-gigante-volta-em-forma-de-zombie

Peste negra na Europa matou 60 milhões e alterou também sistema imunitário europeu

Peste negra matou 60 milhões de pessoas em todo o mundo e mudou o nosso ADN

Unidade 3 - imunidade e controlo de doenças

A peste negra, ou peste bubónica, a pandemia mais mortífera da história da Europa, provocou não só a morte de sessenta milhões de pessoas como também alterou o sistema imunitário dos europeus, concluiu uma investigação divulgada na segunda-feira.

O trabalho, realizado pelos investigadores do Instituto de Biologia Evolutiva da Universidade Pompeu Fabra (UPF-CSIC) e do Radboud University Nijmegen Medical Centre, da Holanda, apurou que as epidemias mortais afetam a configuração do sistema imunológico humano.

Um dos cientistas envolvidos, Hafid Laayouni, explicou, em declarações à Efe, que o objetivo da investigação era “procurar padrões de variação genética que resultem da pressão seletiva de uma doença contagiosa”.

Esta foi a situação que ocorreu na Europa no século XIV, durante o surto de peste, que afetou apenas os habitantes do continente.

O processo de contágio atuou sobre o genoma de dois grupos étnicos que tinham o mesmo ambiente, mas diferiam na sua bagagem genética: os romenos e os ciganos.

Os ciganos, provenientes do norte da Índia, instalaram-se na Europa há apenas mil anos.

Na primeira parte do estudo, os investigadores analisaram o ADN de cem pessoas de origem romena e outros tantos ciganos e compararam-nos com os de 500 habitantes do noroeste da Índia.

Ao comparar as três populações, os cientistas constataram que os três genes de tipo Toll, “próprio do sistema imunitário”, tinham evoluído de forma similar nos romenos e ciganos, mas não nos habitantes da região da Índia, onde não chegou a peste.

“É um bom exemplo de evolução convergente, em que as populações de origens distintas têm a mesma adaptação, quando submetidas às mesmas pressões ambientais, neste caso, ao efeito da epidemia de peste”, acrescentou.

A segunda parte da investigação, realizada por cientistas holandeses, consistiu num estudo imunológico “para ver se estes genes estavam relacionados com uma das pressões seletivas mais importantes que existiram na história da Europa: a praga da peste negra”.

Para tal, os cientistas extraíram sangue de 101 pessoas de ascendência europeia e expuseram essas amostras à bactéria que causou a peste negra, a ‘Yersenia pestis’, para ver se havia resposta imunitária.

“Vimos então um aumento das citoquinas no sangue, o que quer dizer uma resposta imunitária, que nos diz que estes genes estão a responder”, e que, portanto, os padrões de seleção encontrados poderiam ter sido o resultado deste agente infecioso.

O estudo demonstra, garantem os cientistas, que a peste negra teve um papel importante na mudança genética dos europeus, o que veio a constituir um fator muito importante na história da humanidade e na resposta a infeções emergentes.

Sitiografia :http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/peste-negra-na-europa-matou-60-milhoes-e-alterou-tambem-sistema-imunitario-europeu.html?pagina=2

Identificados anticorpos contra coronavírus da Síndrome Respiratória

Unidade 3 - imunidade e controlo de doenças

Resumo: Investigadores norte-americanos identificaram anticorpos humanos eficazes contra o coronavírus da Síndrome Respiratória  abrindo a via a possíveis tratamentos contra a doença infeciosa, muitas vezes mortal. Não existe, neste momento, qualquer vacina ou antivírus contra a síndrome, uma infeção aguda nas vias respiratórias com uma elevada taxa de mortalidade. Os anticorpos isolados por investigadores do Instituto do Cancro, em Boston, neutralizaram uma parte chave do vírus, impedindo que se ligasse a recetores que permitissem a infeção de células humanas.

Sitiografia: http://www.tvi24.iol.pt/503/tecnologia/coronavirus-sindrome-respiratoria-anticorpos-investigacao-dana-farber-tvi24/1552937-4069.html

Vacina em teste aprisiona parasita da malária em glóbulos vermelhos

Unidade 3 - imunidade e controlo de doenças

Resumo: Cientistas que estudam uma vacina contra a malária, que mata uma criança por minuto na África, desenvolveram uma nova e promissora abordagem que pretende aprisionar os parasitas que causam a doença nos glóbulos vermelhos que infetam.
Usando amostras de sangue e dados epidemológicos recolhidos de centenas de crianças na Tanzânia, onde a malária é predominante, os estudiosos isolaram uma proteína, chamada PfSEA-1, que os parasitas precisam para escapar de dentro dos glóbulos vermelhos que infetam quando causam malária. Posteriormente, os cientistas descobriram que os anticorpos enviados pelo sistema imunitário do corpo para agir contra a proteína conseguiram aprisionar os parasitas dentro dos glóbulos vermelhos, impedindo a progressão da doença.
Sitiografia: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/05/vacina-em-teste-aprisiona-parasita-da-malaria-em-globulos-vermelhos.html

Cientistas alteram glóbulos brancos para destruir um tipo de leucemia aguda

Unidade 3 - imunidade e controlo de doenças

Resumo: Cientistas utilizaram técnicas de engenharia genética para modificar células do sistema imunitário de pacientes com Leucemia aguda por forma a que estas conseguissem destruir células cancerosas. Estes estudiosos, procederam de forma a que os linfócitos T, tipos de glóbulos brancos, ganhassem recetores artificiais e passassem a reconhecer células cancerosas como seu "inimigo"
Esta técnica foi testada em cinco adultos, sendo que um deles teve as células cancerosas reduzidas tão rapidamente que, em oito dias, tinham quase desaparecido. Segundo a reportagem da revista Nova Iorquina “New York Times”, o método é experimental e não funcionou em todos os pacientes. Três dos cinco conseguiram manter-se em estado de remissão por períodos que vão de 5 a 24 meses. Um outro paciente morreu por motivo alheio ao câncro e o último não apresentou a reação esperada ao tratamento.

Sitiografia: 
http://www.abrale.org.br/noticia/cientistas-alteram-globulos-brancos-para-destruir-tipo-de-leucemia-aguda